O que o meu instinto me diz

A minha procura por uma vida mais saudável parece não ter fim. Já compreendi que será como o Yoga é para mim, uma constante aprendizagem onde serei para sempre aluna. Tudo bem, parece-me óptimo plano de vida.

Desta vez procurei um Naturopata e saiu-me o jackpot. Alguém que como eu tem EM. Poderia pedir mais? Não. Como é fácil de compreender, a comunicação é facilitada. Quando lhe falava de sintomas que tenho ele percebe exactamente do que falo. Um entendimento que nem sempre consegui com os médicos, nomeadamente quando falo de me sentir a viver num filme de David Lynch.

Adiante. Sugeriu-me algumas mudanças principalmente na alimentação.

Até aqui tudo ok. Muitas delas eu já alterei, outras são novidade e serão um desafio. Mas eu estou disposta a abraçar este desafio. Não nego à partida uma ciência que desconheço. Estou pronta para isto.

Até porque, as sugestões fazem-me sentido. E se há coisa que eu já percebi nesta relação de doença-tratamento é que o nosso instinto é poderoso. E se pensarmos um pouco sobre as coisas, elas explicam-se bem. Se sentirmos, mais ainda.

Isto leva-me a outras mudanças que também já fiz na minha vida para além da alimentação, que tenho gosto em partilhar na esperança de serem úteis a alguém.

Por exemplo, estive sem guiar durante a parte aguda do surto, como é normal. E depois aos poucos fui testanto a minha capacidade. Hoje consigo guiar sem problema mas decidi não fazê-lo. Porquê? Porque guiar é um factor de stress. O trânsito, o lugar para o carro e até mesmo as atitudes pouco saudáveis das pessoas atrás do volante.

Rendi-me ao passe. Sim, há muitos momentos de espera nas paragens de autocarro ou de metro, mas essas esperas são para mim momentos de pausa. Dou sempre preferência ao autocarro, para ver a rua e gente e opto pelo metro quando tenho mais pressa. Mas acima de tudo, o meu meio de transporte de eleição é andar a pé. Com isto a minha vida ganhou qualidade e estou convencida que a minha saúde também.

Outra coisa que alterei foram os cremes de corpo. Sejam o hidratante pós-banho, o desodorizante e até mesmo o shampoo. Não consegui ainda mudar todo o vasto leque de coisas que ponho no corpo, mas o caminho faz-se caminhando.

Desodorizante 100% natural, nada de anti-transpirantes. E como não consigo deixar de usar perfume, agora coloco-o só no cabelo e nunca directamente na pele. O cabelo é lavado também com shampoo de produtos naturais e sem químicos e o creme de corpo é de Aloe Vera organico e uso um de Arnika para as zonas das injecções.

Ainda estou a tentar descobrir soluções semelhantes para o rosto. Aceito sugestões e agradeço.

Engraçado é que o Alexandre (Naturopata) para além destas sugestões, falou-me de outras que eu até aqui nunca tinha pensado mas que – lá está – fazem-me sentido e que desde logo passei a praticar.

Por exemplo:
Dormir de janela aberta para o ar circular,
Desligar o wi-fi e não dormir com telemóveis à cabeceira ou mesmo no quarto,
Dormir às escuras,
Só beber água engarrafada – até mesmo para cozinhar,
Falar ao telefone com auricular
etc.

Pequenas coisas que me fazem sentido e às quais eu estou disponível a dar uma oportunidade. Tracei comigo mesma o plano de 2 meses com as indicações dele e voltar a avaliar a situação nessa altura. Mas estou desde já fascinada com estes pequenos grandes detalhes.

Tudo coisas que me parecem naturalmente óptimas para a minha saúde. E só por isso, pelo meu instinto me dizer que sim, não há como dizer que não. Desejem-me sorte.

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2 thoughts on “O que o meu instinto me diz

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