O que mudou desde então

Recebi notícias da minha última RM e dizem-me que a inflamação reduziu. Clap.Clap.Clap.

Ao contar a boa nova a quem de direito ouvi por mais do que uma vez ‘tens feito tudo bem’ seguido de um sorriso. Isso deixou-me a pensar. Tenho feito tudo bem? O que é isto de fazer tudo bem para que a amiga EM se mantenha tranquila?

Há coisas que passei a fazer.

  1. Ainda não regressei à vida laboral que tinha. Não tenho stress absolutamente nenhum. E quanto a isto não sei ainda como será no futuro.
  2. Durmo as horas que o meu corpo pede sem excepção.
  3. Como sempre que tenho fome. Mas não como tudo o que tenho vontade. Afastei-me do açucar, das farinhas e dos lacticínios mas ainda não consigo de todo não comer queijo. Como mais do que nunca fruta e legumes tantas vezes quanto possível. E comidas processadas nem vê-las. Água, muita água.
  4. Quando tenho vontade de fazer xixi, vou. Isto pode parecer ridículo mas coisas como aguentar xixi, fome ou sono são realmente muito lixadas para o SNC. E isso é a última coisa que se quer.
  5. Medito todos os dias, nem que sejam só 10 minutos. Considero que esse descanso à mente é fundamental para que ela funcione bem. E sinto logo que ela me agradece.
  6. Faço desporto. Já fazia mas agora tenho muito mais respeito pelo meu corpo. Se até aqui o esforço se devia a ter um corpo bonito e saudável. Agora trata-se de ter um corpo e uma mente saudável. E a seguir preciso descansar e por isso, descanso.
  7. Deixei de querer fazer mil coisas em 24 horas. Traço um só objectivo por dia, dois no máximo. E sim, com isto passei a ter a casa mais desarrumada e suja, passei a ter menos vida social, passei a adormecer às 22h, etc. mas é isto. Vale mais fazer menos e estar bem do que muito e acabar numa cama de hospital. Já passei por isso.
  8. Passei a gerir os meus pensamentos. Nada de preocupações. Nada de querer controlar tudo e todos. Nada de viver a vida dos outros. Nada de dramas. A mente adoece o corpo, que não haja dúvidas e na verdade, não é por termos preocupações que evitamos que as coisas aconteçam, portanto… concentração total no que está a acontecer e principalmente no bom que está à nossa volta.
  9. Sou grata. Infinitamente grata por tudo o que sou, o que tenho e quem tenho à minha volta. Grata pelo bom e pelo menos bom. Grata até por ter EM. Caso contrário, não estaria aqui onde estou.
  10. Permito-me sentir feliz só porque sim. Só porque sou e estou. E posso afirmar que esta coisa do ser feliz pode tornar-se um vício bom.

Sim, ao escrever este texto compreendo que fiz muita coisa certa ao longo deste tempo. Não fiz tudo bem mas fiz muita coisa bem. E embora nada disto possa para já ser provado cientificamente, na prática, deu frutos.

Não sabemos se a dita inflamação se manterá diminuída ou se basta um acontecimento para que aumente. Ou se aumenta porque aumenta, assim mesmo sem explicação. Não me interessa. Porque mesmo que estas mudanças não mudem a doença em si, mudaram a minha vida e o meu ser. E hoje mais do que ontem gosto de mim e da minha vida. Tal e qual ela é.

E eu nunca fui tão feliz como sou hoje.

 

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