O divino em mim saúda-te

Sento-me de pernas cruzadas no meu tapete. Virada a Sul. Faço uma respiração profunda, elevo os braços acima de cabeça, fecho os olhos e unos as palmas das mãos. Mais uma respiração profunda e trago às mãos ao rosto.

Namaste. O divino em mim saúda o divino em ti.

Falo com Deus. Dou-lhe a minha gratidão pela minha vida tal qual ela é. Agradeço-lhe momentos expecíficos e pessoas que se cruzam no meu caminho. Agradeço-lhe a paz que sinto e reforço a necessidade de ter o coração cheio de amor e paz.

Peço-lhe sempre saúde para o meu corpo e cabeça mas temos o compromisso de que saberei viver mesmo que isso não aconteça.

Respiro profundamente e coloco as mãos nas coxas, com as palmas viradas para cima. Presto atenção ao ar fresco que entra nas narinas na inspiração e ao ar quente que sai com a expiração. E permaneço assim, só a observar.

A maior parte das vezes a minha cabeça não me dá descanso mas é por isso mesmo que me sento aqui todos os dias. Não lhe dou importância, concentro-me na respiração. E quando começo a ficar mais tranquila faço umas quantas respirações abdominais.

E começo a sentir a paz que invade o meu corpo e a minha mente.

Levo o olhar ao terceiro olho, o espaço entre as sobrançelhas, e entro num espaço só meu (e Teu) onde ouvirei com atenção o que me dizes. É um espaço vazio mas cheio de energia. Por vezes não tem nada, outras tem uma fina e branca areia, um mar azul tranquilo e uma palmeira.

A mente tenta puxar a minha atenção, tal qual uma criança, pondo uma série de imagens em cima da mesa. Eu olho e passo-as para o lado. Não as ignoro mas não me prendo a elas. Este momento não é para resolver as palavras-cruzadas da vida. É um momento só meu, sozinha com Ele.

Não há nada e há tudo. Tudo o que importa.

E entro numa espécie de túnel de paz, de silêncio, de nada e de tudo. Presto atenção ao som do silêncio. Por vezes ouço os passarinho lá fora (ou aqui dentro?). E permaneço ali o tempo que o meu corpo e a minha mente quiserem.

Em absoluta paz.

No momento de regressar esfrego as mãos para captar energia e coloco-as no rosto e na cabeça. Especialmente na zona do cérebro onde fiquei com lesões – o cerebelo, responsável pelo equilíbrio e coordenação muscular.

Capto mais energia e levo as mãos ao coração. Desejo ter paz, amor e humildade. Uno, uma vez mais, as palmas das mãos à frente do coração e agradeço-Lhe.

Namaste.

…….

Namastê (em sânscrito: नमस्ते, [nʌmʌsˈteː]) é um cumprimento ou saudação falada no Sul da Ásia.[1][2] Namaskar é considerado uma forma ligeiramente mais formal, mas ambas as expressões revelam um grande sentimento de respeito.[3]

É utilizada principalmente na Índia e no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas.[4][5] Nas culturas indianas e nepalesas, a palavra é dita no início de uma comunicação verbal ou escrita. Contudo, o gesto feito com as mãos dobradas é feito sem ser acompanhado de palavras quando se despede. Na ioga, namastê é algo que se dirá ao instrutor e que, nessa situação, significa “sou o seu humilde criado”.

Literalmente significa “curvo-me diante de ti”; a palavra provém do sânscrito namas, “curvar-se”, “fazer uma saudação reverencial”, e (te), “te”.[6] The word “Namaḥa” takes the Sandhi form “Namas” before the sound “t“.[7]

Quando dito a outra pessoa, é normalmente acompanhada de uma ligeira vénia feita com as duas mãos pressionadas juntas, as palmas tocando-se e os dedos apontando para cima, no centro do peito. O gesto também pode ser realizado em silêncio, contendo o mesmo significado. – wikipedia

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